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quinta-feira, 2 de maio de 2013

SERMÃO


CURANDO A SOGRA
A CURA MILAGROSA DA SOGRA DE PEDRO
Texto: Marcos 1: 29-31
Tema: Sábado
Tese: A cura milagrosa da Sogra de Pedro
Pergunta: Como?
Propósito: Levar os irmãos a compreenderem as diversas atividades de Cristo aos sábados.
 
INTRODUÇÃO:
A.     Nessas férias, tive o privilégio de conhecer pela primeira vez a cidade de Fortaleza-CE. Das muitas coisas curiosas que esta bela cidade pode me proporcionar, o grande repertório de piadas relacionadas à sogra que os cearenses têm me impressionou.
B.    Ilustração: Era tão comum os piadeiros de plantão contarem alguma piada de sogra que, numa certa ocasião, visitando uma feira de artesanatos que ficava no centro da cidade, fui abordado por um vendedor querendo me ofertar um dos seus produtos. Depois de muito insistir, eu simplesmente disse não. E fui me afastando da barraquinha dele. Nesse momento, o vendedor pronunciou a seguinte frase: “Eu vendo três peças por 10 reais e a quarto lhe dou de brinde se você tiver uma foto da sogra na carteira”. Quando ele pronunciou isso, cai na gargalhada apesar de não adquirir o produto, porém a tentação foi grande para comprá-lo mais pela criatividade do vendedor do que mesmo pelo material.
C.    Hoje trouxe uma peça artesanal dessa feira para mostrar para vocês. Gostaria de presentear algum homem ou mulher, nessa ocasião, com essa lembrança se ele tiver uma foto da sogra dentro de sua carteira.
D.    Depois desse momento cômico, quero apresentar a vocês a mensagem dessa manhã. Alguém imagina sobre quem estudaremos, hoje? Isso mesmo, a mensagem está relacionada à sogra de Pedro.
E.     Aliás, um dos piadeiros cearenses chegou até a afirmar que o motivo que levou o apóstolo Pedro a negar Jesus três vezes foi que ele curou a sua sogra. Pode uma coisa dessas!
F.     Deixemos as piadas de lado, e vamos abrir nossas Bíblias e lê-las no evangelho de Marcos capítulo 1: 29-31. A cura da sogra de Pedro.
I – JESUS NA CASA DE PEDRO
A.     Logo que Jesus saiu da Sinagoga, foi convidado à casa de Pedro.
B.    Sabemos que Pedro era casado e mudou-se com seu irmão André de sua casa em Betsaida para Cafarnaum, provavelmente para ficar mais perto de Jesus.
1.  Ao Jesus ser levado para casa de Pedro, nos mostra que eles ficaram tão impressionados com o que presenciaram na sinagoga, que Pedro, um dos ouvintes, resolveu levá-Lo para a sua casa.
2.  O culto tinha sido no sábado, na parte da manhã. Toda a manhã fora passada na presença de Jesus e aprendendo os seus ensinos. Mas para esse discípulo não era suficiente somente o tempo passado na igreja. Pedro passou com Jesus a tarde inteira e até a noite, em sua casa.
3.  A atitude desse fiel discípulo resultou em bênçãos para a família. O que Jesus realizou na sinagoga, também realizou na casa de Pedro. O endemoniado fora liberto e a sogra de Pedro curada.
C.   Jesus precisa está presente em todos os contextos de nossa vida. Cristo não deve ser assunto somente na igreja. Devemos levá-Lo conosco por onde quer que formos.
II - A ENFERMIDADE NA CASA DE PEDRO
A.   Quando Jesus chegou à casa de Pedro, lhe informaram sobre a enfermidade da sogra de seu discípulo. O texto bíblico nos mostra que ela estava com uma febre muito alta.
B.   O interessante é que a febre debilitou a saúde da sogra de um dos discípulos mais destacado do grupo de Jesus. Isso nos revela que a dor, a enfermidade física, emocional e até mesmo mental, não escolhe família ou pessoa ela simplesmente ataca.
C.   Precisamos compreender melhor o que significa o sofrimento que tem assolado vidas, famílias e comunidades inteiras. Três aspectos quero mencionar.
1.    A dor e o sofrimento fazem parte desse mundo contaminado pelo pecado. A aceitação do evangelho não significará ausência de sofrimento em nossas vidas. Em determinadas circunstâncias, os percalços podem até aumentar.
                          i.    Na lição da Escola Sabatina de terça-feira 19 de fevereiro 2013, versão iPad, nos trouxe um texto muito interessante: Em acidentes e calamidades pela terra e pelo mar, em grandes conflagrações, em furiosos tornados e terríveis chuvas de granizo, em tempestades, enchentes, ciclones, tsunamis e terremotos – em todo lugar e em centenas de formas, Satanás está exercendo seu poder. Ele varre a colheita madura, seguindo-se a isso fome e penúria. Infecta o ar com poluição mortal e milhares são vitimados pela pestilência. ...” (Review and Herald, 14 de março de 1912).
                        ii.    A certeza que podemos ter, diante desse quadro sombrio é que, mesmo em meio à dor, ao sofrimento e à enfermidade, teremos sempre a presença de Cristo ao nosso lado. Essa verdade é percebida nesse episodio de cura. A sogra de Pedro estava enferma, mas Jesus estava lá ao seu lado.
                       iii.    Os judeus, treinados nas profecias do Antigo Testamento, tinham um ditado que dizia o seguinte: “Onde está o Messias, ali não há miséria”. Com o sofrimento de Cristo, hoje podemos dizer: “Onde há miséria, ali está o Messias”. Pois ele mesmo disse certa vez: “eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.
2.    A dor, o sofrimento e a enfermidade, em certo sentido, manifestam vida. O sofrimento de Cristo na cruz do calvário e mesmo a Sua morte nos trouxeram vida e esperança.
                         i.    Os sofrimentos de Jesus nos mostram que a dor nos atinge não como um castigo, mas, sim, como um contexto para testar a fé que transcende a dor.
                        ii.    Ilustração: Philip Yancey jornalista e escritor cristão sofreu um grave acidente, no domingo de manhã do mês de fevereiro, em 2007. O acidente ocorreu perto da fronteira do estado americano do Colorado. O seu carro capotou cinco vezes. Ele sofrera ferimentos graves. E o maior deles foi que um osso do pescoço havia fraturado. Ele teve que passar quatro meses com um imobilizador no seu pescoço. Ao refletir sobre esse acidente, ele menciona um fato curioso quando estava deitado na maca do hospital. Os médicos começaram a investiga-lo para detectar qualquer sinal de uma lesão grave na coluna. Para isso, eles moviam os braços e as pernas dele, beliscando-o e cutucando-o com uma agulha, sempre com uma pergunta: “Dói?”, “Você está sentido isto?”. A cada pergunta ele respondia “Sim! Sim!”, e a cada resposta o médico sorria dizendo: “Isso é bom!”. As sensações comprovaram que sua espinha dorsal não fora prejudicada. A dor era uma prova de vida, de união, um sinal vital de que meu corpo continuava inteiro. A medicina se sente impotente ante um corpo incapaz de sentir.
3.    O sofrimento, a dor, as enfermidades, as calamidades podem servir de alerta para nós quanto à aproximação do fim dos tempos e de novos céus e nova terra.
                                   i.    No evangelho de Mateus, mais precisamente, no capítulo 24:32 e 33, Jesus nos adverte dizendo: “Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas.”
                                  ii.    No livro Eventos Finais, a autora inspirada por Deus Ellen G. White nos adverte também dizendo: “Quão frequentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades! Aparentemente, essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas se pode ler o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar homens e mulheres para que sintam o perigo (Eventos Finais, p. 28).
                                   iii.    A dor nos salvaguarda de ver esta terra aqui presente como um lar definitivo. C.S. Lewis
III A INTERCESSÃO EM FAVOR DA SOGRA DE PEDRO
A.   Quando Jesus estava na casa de Pedro, algumas pessoas, segundo a versão do texto de Lucas 4: 38, “rogaram-Lhe por ela”. Elas intercederam diante de Jesus em favor da sogra de Pedro.
B.   Aspectos Importantes da Oração Intercessora:
1.    Através da oração há liberação de poder. Spurgeon disse certa vez: “Quando Deus deseja fazer uma grande obra, Ele primeiro coloca seu povo para orar.”
2.    Devemos orar pela conversão de outras pessoas. Se você não está preocupado com a salvação dos outros, então comece a se preocupar com a sua.
                          i.    “Comecem a orar por pessoas, acheguem-se a Cristo, bem próximo a Seu lado ensanguentado. Seja a sua vida adornada por um espírito manso e quieto, e ascendam a Ele suas ferverosas, contritas e humildes petições em busca de sabedoria a fim de terem êxito em salvar, não somente a si mesmos, mas a outros”. TI Vol. 7, pág. 12.
3.    Devemos orar por nossos filhos.
                          i.    “Deus não deixará de ouvir a sincera oração dos pais, que for secundada por perseverante trabalhando, para que os filhos sejam abençoados por Ele e se tornem fiéis obreiros em Sua causa. Quando os pais cumprem a sua parte em apontar aos filhos o caminho de Deus, podem estar seguros de que seus pedidos de ajuda em seu trabalho no lar serão atendidos”. LA. 94
4.    Devemos crer no poder da oração.
                         i.    Marcos 11:24 – “Tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco”.
                        ii.    João 14:13 e 14 – “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”.
                       iii.    Tiago 5:16 – “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.”
                       iv.    I João 5:14 – “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve”.
IV – PROCESSO DA CURA DA SOGRA DE PEDRO
A.     A forma como Jesus curou a sogra de Pedro é muito interessante. Juntando os relatos dos três evangelistas: Marcos, Mateus e Lucas, podemos ver um processo de cura e não uma cura instantânea.
1.    Jesus aproxima-se da sogra de Pedro
2.    Jesus se inclina para a sogra de Pedro
3.    Jesus tomou a sogra de Pedro pela mão
4.    Jesus repreendeu a febre da sogra de Pedro
5.    A febre da sogra de Pedro a deixou
6.    A sogra de Pedro se levantou
B.    Diante desse processo, três aspectos se destacam aqui:
1.    Emocional e Físico: a febre que assolava a sogra de Pedro tinha a ver com aspectos emocionais. Jesus, por meio de gestos físicos, curou-a física e emocionalmente.
                          i.    "Muito íntima é a relação que existe entre a mente e o corpo. Quando um é afetado, o outro se ressente. O estado da mente atua muito mais na saúde do que muitos julgam. Muitas das doenças sofridas pelos homens são resultados de depressão mental. Desgosto, ansiedade, descontentamento, remorso, culpa, desconfiança, todos tendem a consumir as forças vitais, e a convidar a decadência e a morte. ...O ânimo, a esperança, a fé, a simpatia e o amor promovem a saúde e prolongam a vida. Um espírito contente, animado, é saúde para o corpo e força para a mente." – Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, pág. 344.
2.    Recriação: Jesus repete o ato criativo de Deus ao criar Adão. Ao formar o homem do pó da terra, nos é revelado que Deus se inclinou, tomou o barro em suas mãos e soprou-lhe nas narinas o fôlego de vida.
V – A SOGRA DE PEDRO PASSA A SERVIR AO SENHOR
A.   Como resultado do processo de cura que sofreu a sogra de Pedro, ela retribuiu o ato de amor de Jesus, passando a servi-Lo. Ela passa a fazê-lo como uma forma de agradecer a Jesus.
B.   O serviço que nós prestamos a Cristo deve ocorrer como resultado do grande amor de Deus em nosso favor. A consciência da graça e misericórdia de Deus por nós é o nosso grande motivador para o serviço em prol do outro.
CONCLUSÃO
A.   Diante da história da cura da sogra de Pedro, Jesus nos convida a levá-Lo para todos os lugares que formos, inclusive os nossos lares.
B.   Essa história revela ainda que as doenças, os problemas, catástrofes, etc. existirão nesse mundo pois Satanás é o príncipe desse mundo.
C.   Nessa cura somos convidados também a desenvolver o habito de orar uns pelos outros.
D.   A cura realizada na vida da sogra de Pedro foi completa: emocional e física.
E.   Como resultado, Deus nos convida a servi-Lo como amor.

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