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terça-feira, 30 de julho de 2013

ARTIGO


RETOMANDO A CAMINHADA

O Vaticano escolhe o víeis do carisma para retomar a caminhada rumo à liderança global.

 

No dia 13 de março de 2013, os jornais do mundo inteiro noticiavam a nomeação de Jorge Mario Bergoglio como o 266ª papa. De origem argentina, com 76 anos de idade, é o primeiro jesuíta e o primeiro latino-americano a ser eleito papa.

Analisando a reação dos meios de comunicação a respeito da nomeação do pontífice Francisco, verificou-se uma forte tendência por parte da mídia em supervalorizar suas habilidades carismáticas como simplicidade, informalidade e devoção.

Examinando acuradamente essa inclinação midiatica, percebe-se a intenção do Vaticano em querer retomar a sua marcha rumo à liderança global pelo viés do carisma. A espectativa é que essa ferramenta proporcione-lhe, de forma mais eficaz, o aumento da sua influência sobre os países e, como consequência, ocorra-lhe a restauração definitiva do seu domínio global, há muito desejado.

O FENÔMENO CARISMA

A busca do carisma parece ter sido o fator preponderante na eleição de novo pontífice. O que parece é que foi uma escolha acertada, pois os meios de comunicação enfatizaram exatamente isso. No programa é notícia da redeTV[1], por exemplo, Leonardo Boff entrevistado por Kenedy Alencar, chegou a afirmar que o novo pontífice liderará a igreja romana de uma forma diferenciada especialmente porque a sua política se centralizará no povo e não na instituição. Isso porque Bergoglio primeiro pediu ao povo que o abençoasse, fato incomum no primeiro pronunciamento de um papa. Ele ainda destaca as primeiras atitudes de Bergoglio ao falar de improviso e não discursar em latim. Atitudes, essas, novas e inesperadas.

Outro exemplo dessa tendência de prestigiar o novo pontífice com atributos excepcionais é encontrado no artigo Um papa que anda a pé publicado no site do Estadão dia 16 de março, por Christian Carvalho Cruz. O articulista ressalta, citando o teólogo jesuíta Jesus Hortal da PUC-SP, que Bergoglio “será o papa da linguagem do povo, da proximidade e da familiaridade”, habilidades extracotidianas num pontificado romano.

No site da BBC Brasil, do dia 15 de março, também se verificou a valorização das habilidades extracotidianas de Francisco. David Willey, nessa matéria, dá ênfase à recusa do papa em usar a limusine blindada. Ele preferiu fazer o percurso de ônibus com os outros cardeais. Ainda é dito que ele pagou a conta do hotel em que ficara hospedado com dinheiro do próprio bolso. Já no jornal Zero Hora[2], a ênfase foi na simplicidade dos gestos. Esse jornal até mesmo destaca que essa simplicidade pode mostrar lições essenciais para o mundo empresarial.

            Além dessas instituições jornalísticas, várias outras também direcionaram sua atenção às habilidades extracodidiana do novo pontífice. Não resta dúvida que o carisma se tornou o meio pelo qual o Vaticano deseja mostrar-se ao mundo. Se a via do carisma for a trilha que a igreja percorrerá daqui para frente, surgem algumas inquietações que precisam ser observadas.

CARISMA E SUAS IMPLICAÇÕES TOTALITÁRIAS

Em primeiro lugar, de acordo com o arrazoado sobre o carisma de Maurizio Bach[3], existe um objetivo último que se pretende com a utilização desse artifício no processo político ou religioso. Ele argumenta que para se caracterisar, por exemplo, uma pessoa genuinamente caristmática é necessario “por parte de um círculo limitado de pessoas, a crença nas qualidades extracotidianas do pregador ou na personificação de novas ideias de valores” (2011, p. 55). É o que presenciamos de forma nítida na cobertura midiática da eleição de Bergoglio: ênfase exagerada em suas qualidades não usual ou incomum.

Em segundo lugar, Bach salienta que o resultado último desse fenômeno é o poder quase que autoritário, por parte do líder carismático, sobre aqueles que reconhecem as suas virtudes. Para esse pesquisador, a magia carismática produz “uma força poderosa capaz de exercer tamanho fascínio sobre as pessoas ... reforçada ... pela pretensão autoritária de liderança de uma personalidade considerada extraordinária” (2011, p. 58). Como resultado do fascínio do carisma, os dominados exercem uma obediência quase que irrestrita ao líder excepcional, fruto de sua devoção ao absolutismo ou ao extraordinário. Bach assevera ainda que o “carisma ‘força’ a ‘sujeição’ como consequência da lealdade aos valores, [se transformando] em um recurso de poder e passa a constituir, ao mesmo tempo, uma relação de dominação” (2011, p.56).

Diante disso, é preocupante o ressente fascínio produzido pela mídia em relação ao carisma do novo papa. Sabendo que a igreja não renunciou em nenhum momento de sua trajetória política as pretensões de liderança mundial, o discurso carismático manifestado pelo novo pontífice pode anteceder um comportamento totalitário por parte do Vaticano, que seria um processo natural do fenômeno carisma. Assim como ocorreu com indivíduos emblemáticos da história como Hitler, Lenin, Napoleão Bonaparte e muitos outros, o início da caminhada política deles foi marcado por uma forte manifestação carismática, arrebatadora e extracotidiana, semelhante às manifestadas nas ações do novo papa. Porém, ao crescer o poder de influência deles sobre as massas, o que era carisma resultou em totalitarismo exacerbado.

O VATICANO E TOTALITARISMO

Por mais que possa parecer exagero, no século passado, alguns analistas religiosos já denunciavam as diversas tentativas por parte do Vaticano em retomar o domínio totalitário mundial perdido nos períodos da Reforma Protestante, Renascimento e, sobretudo, na Revolução Francesa. Desde o Tratado de Latrão[4] assinado pelo Vaticano e pelo governo italiano em 11 de fevereiro de 1929, no qual Mussolini restaura certos poderes à Igreja Romana, os pontífices romanos sobsequentes deram início à marcha de recuperação do poderio perdido.

O interessante é que essa retomada da caminhada rumo à liderança mundial, foi, de forma pioneira, denunciada pela escritora norte-americana Ellen G. White, há mais de cem anos. No livro O Grande Conflito[5], sua obra mais difundida, ela assevera de forma contundente que o Vaticano fará de tudo para recuperar o domínio exercido no passado. Pois faz parte da política da igreja assumir o caráter que melhor cumpra o seu propósito.

Dentre às várias denuncias que essa escritora faz, a que se refere aos trejeitos piedosos (marca do fenômeno carisma) apresentados pela Igreja Romana, hoje, como meio de atingir os seus objetivos é de suma relevância. White afirma que “a Igreja de Roma apresenta hoje ao mundo uma fronte serena, cobrindo de justificações o registro de suas horríveis crueldades. Vestiu-se com roupagens de aspecto cristão porém, não mudou”. Mais na frente ela salienta que “todos os princípios formulados pelo papado em épocas passadas, existem ainda hoje. As doutrinas inventadas nas tenebrosas eras ainda são mantidas. Ninguém se deve iludir” (2007, p. 571). Ela ainda declarou veementemente que o Vaticano “emprega todo expediente para estender a influência e aumentar o poderio, preparando-se para um conflito feroz e decidido a fim de readquirir o domínio do mundo e restabelecer a perseguição” (2007, p. 566).

Portanto, diante do que foi exposto, infere-se que a escolha do carisma por parte do Vaticano como meio de recuperar o prestígio perdido requer um olhar mais inquiridor sobre as implicações mundiais desse comportamento. Não seria mal observar com mais rigor os passos que a igreja romana vem tomando nesses últimos dias. Pois os efeitos naturais do fenômeno carisma é conduzir quem quer que o utilize ao fortalecimento do seu poder sobre as massas. Redundando como consequência, num domínio totalitário. Será esse o real objetivo da Igreja Romana? Hoje, pode parecer fundamentalista raciocinar dessa maneira. Porém a resposta eficaz e segura para essa pergunta, só futuro nos revelará.



[1] Essa entrevista foi veiculada no ar no dia 17 de março às 00:30hs.
[2] Sâmia Frantz. Propostas para Igreja Católica sinalizam o lado gestor do papa Francisco. Zero Hora, 16/03/2013.
[3] Carisma e Racionalismo na Sociologia de Max Weber:In Revista de Sociologia & Antropologia, v.01.01: 51 – 70, 2011 (http://revistappgsa.ifcs.ufrj.br)
[4] MOORE, Marvin. Apocalipse 13: isso poderia realmente acontecer?. 1 ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 57.
[5] WHITE, Ellen G. O grande conflito. 1 ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2007.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

ARTIGO


A MORTE DA DEMOCRACIA AMERICANA

O governo democrático americano utiliza-se de práticas de regimes totalitários em favor da segurança nacional
 
Os últimos acontecimentos nos Estados Unidos relacionados ao monitoramento de dados das pessoas promovido pelo governo despertou uma grande preocupação por parte da opinião pública em relação à ameaça à liberdade e à democracia tão defendidas por essa nação. Um fator que revelou essa preocupação foi o aumento estratosférico das vendas do livro 1984 de George Orwell, publicado em 1949, em mais de 7000%.[1] O motivo é porque o livro denuncia de forma detalhada as futuras estratégias dos Estados totalitários na tentativa de restringir a privacidade dos indivíduos que são bem semelhantes às apresentadas pelos Estados Unidos, hoje.
O presidente Barack Obama tem sofrido duras críticas por invadir a privacidade dos indivíduos na tentativa de obter dados confidenciais comprometedores. Essa prática de espionagem tem sido encarada como violação declarada dos direitos civis. Tal atitude ameaça de morte o que há de mais importante nessa nação: a democracia.
Sendo os Estados Unidos da América conhecidos historicamente como o país símbolo da liberdade individual e da democracia, por que então essa nação estar lançando mão de comportamentos típicos dos regimes totalitários? Ao fazer uma reflexão sobre as notícias de violação de privacidade por parte do governo americano, acredito que pelo menos três fatores estão motivando a desconstrução dos sólidos muros democráticos desse país.

A Crise

O primeiro fator tem que ver com a crise. A crise de qualquer espécie desmantela qualquer sistema social, político, religioso e econômico sólidos. Marvin Moore jornalista e escritor, reproduzindo o pensamento do livro The Addictive Organization, salienta que “as crises são usadas para desculpar ações drásticas e equivocadas por parte dos administradores”.[2] Além disso, ressalta também que “quando a norma é a crise, a administração tende a assumir uma quantidade perigosa de poder a cada dia”.
Moore acrescenta ainda, ao citar Michael Barkun autor da obra Disasters and the Millennium, que “o desastre cria condições especialmente adaptadas à rápida alteração de sistemas de valores”.[3] Sendo assim, as chances de um indivíduo ou grupo de pessoas abandonarem antigos valores há muito acalentados como consequência de um desastre ou crise é muito grande. Moore afirma também que “sistemas de crenças que talvez fossem rejeitados em condições livres de desastre, agora recebem consideração favorável”[4].
Com os ataques de 11 de setembro de 2001, a América se viu mergulhada em uma crise estratosférica de segurança nacional. Diante disso, os líderes americanos se viram obrigados a rever os seus conceitos democráticos de liberdade individuais há muito defendidos. Então, a primeira atitude do governo americano foi lançar mão de um movimento de violação dos direitos civis. Os Estados Unidos passaram a grampear secretamente e-mails e telefonemas de indivíduos sem consulta prévia ou autorização judicial. Os últimos passos nessa direção dado pela política americana foram revelados na mídia recentemente quando o governo realizou uma “coleta indiscriminada de registros telefônicos de milhões de cidadãos pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês)”.[5]
Fica claro com isso que, a fim de promover a segurança da nação americana, o governo buscou viéis que regimes totalitários se utilizaram no passado e ainda usam hoje. O país mais livre do mundo abriu mão da democracia para agir autoritariamente e até violar os direitos civis há muito defendido por ele. Atestando com isso o óbito da sua democracia.

Monopolização da Informação

A monopolização da mídia americana é outro fator que tem facilitado o governo americano minar a democracia com suas ações totalitárias. A informação jornalística na mão de poucas corporações está conduzindo a America ao enfraquecimento do debate e ao fortalecimento da alienação popular. Ruben Dargã Holdorf, em seu artigo O fim da democracia norte-americana: A imprensa leva a culpa[6], alerta que “quando as comunicações se aglutinam sob o comando e orientação de poucos ou somente uma empresa jornalística, ocorre o risco da manipulação”.
Vanderlei Dorneles, em sua obra O Último Império acrescenta que “com a Comissão Federal de Comunicação, a legislação rígida sobre imprensa vem sendo alterada”[7]. E hoje, segundo Dorneles “nada menos que 90% de tudo que os americanos veem, ouvem e leem são produzidos por apenas seis empresas, que no passado foram mil, (AOL, Time Warner, Viacom, Disney, General Eletric, News Corporatione Vivendi Universal)”.[8]
Como esse processo de monopolização da informação, que não permite a população ter acesso a diferentes pontos de vista, e com isso, criticar as decisões autoritárias do governo, faz com que o risco de morte da democracia desse país seja cada vez maior, a cada dia que passa.

Os Ataques Preventivos ao Inimigo

No passado, sobretudo em 2001, o governo americano iniciou uma prática de atacar preventivamente o inimigo. Essas ações tem-se revelado nitidamente como ações totalitárias. Dorneles revela o pensamento base desses ataques ao afirmar que “quando os interesses e a segurança dos Estados Unidos estiverem em questão, eles não hesitarão em ‘agir sozinhos’, referindo-se a uma completa independência em relação aos aliados e às Nações Unidas”[9].
Hoje, o investimento do Estado Americano estar sendo canalizado para uma nova modalidade de ataques preventivos como os “ciberataques”. Por meio dessa iniciativa, apresentado pelo senador John Edwards, o governo deve fornecer US$ 350 milhões durante os próximos cinco anos para o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologias[10], a fim de produzir tecnologias de informação mais eficientes no combate ao terror.
Esses ciberataques permitem ao governo invadir ou atacar os computadores de instituições, organizações, empresas e indivíduos suspeitos de terror, isso sem autorização judicial. Assim, mais uma vez, a América se revela uma nação verdadeiramente autoritária, que aos poucos vem minando a sua própria democracia.

Conclusão

As ações denunciadas acima, tais como, crise, monopolização da informação e os ciberataques tem assustado e acendido um sinal de alerta por parte da população mundial.
Contudo tais tentativas em direção ao enfraquecimento da democracia norte-americana foram denunciadas pela escritora Ellen White, há mais de cem anos. Em sua obra mais famosa, publicado no final do século 19, alerta de forma contundente as atuais ameaças à liberdade individual quando diz que “a corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte ... a liberdade, obtida a tão elevado preço de sacrifício, não mais será respeitada”.[11]
Portanto, resta-nos reagir veementemente contra essas iniciativas totalitárias do governo americano, pois se essas práticas forem copiadas por outras nações, tendo como justificativa a segurança, poderemos presenciar um ressurgimento do totalitarismo no Ocidente sem precedentes na história.
2013 © Wanderson Vieira da Silva – wandervs2000@hotmail.com


[2] MOORE, Marvin. Apocalipse 13: leis dominicais, boicotes econômicos, decretos de morte, perseguição religiosa - isso poderia realmente acontecer? 1 ed. Tatui: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 248.
[3] Idem, p. 251.
[4] Ibdem.
[5] PACIORNIK, Celso. Ameaça à Democracia. [S.I]: Estadão.com.br/Internacional. Disponível em <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,vigilancia-ameaca-a-democracia--,1042222,0.htm>  Acesso em 26 jun.2013, 14:50:40.
[6]HOLDORF, Ruben Dargã. O fim da democracia norte-americana: a imprensa leva a culpa. Web Site Sala de Prensa: Disponível em <http://www.saladeprensa.org/art681.htm> Acesso em 26 jun.2013, 14:41:29.
[7] DORNELES, Vanderlei. O último império: a nova ordem mundial e a contrafação do reino de Deus. 1 ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 160.
[8] Idem.
[9] Ibdem, p. 161.
[11] WHITE, Ellen G. O grande conflito. ed. 22. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2009, p. 566.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

SERMÃO


CURANDO A SOGRA
A CURA MILAGROSA DA SOGRA DE PEDRO
Texto: Marcos 1: 29-31
Tema: Sábado
Tese: A cura milagrosa da Sogra de Pedro
Pergunta: Como?
Propósito: Levar os irmãos a compreenderem as diversas atividades de Cristo aos sábados.
 
INTRODUÇÃO:
A.     Nessas férias, tive o privilégio de conhecer pela primeira vez a cidade de Fortaleza-CE. Das muitas coisas curiosas que esta bela cidade pode me proporcionar, o grande repertório de piadas relacionadas à sogra que os cearenses têm me impressionou.
B.    Ilustração: Era tão comum os piadeiros de plantão contarem alguma piada de sogra que, numa certa ocasião, visitando uma feira de artesanatos que ficava no centro da cidade, fui abordado por um vendedor querendo me ofertar um dos seus produtos. Depois de muito insistir, eu simplesmente disse não. E fui me afastando da barraquinha dele. Nesse momento, o vendedor pronunciou a seguinte frase: “Eu vendo três peças por 10 reais e a quarto lhe dou de brinde se você tiver uma foto da sogra na carteira”. Quando ele pronunciou isso, cai na gargalhada apesar de não adquirir o produto, porém a tentação foi grande para comprá-lo mais pela criatividade do vendedor do que mesmo pelo material.
C.    Hoje trouxe uma peça artesanal dessa feira para mostrar para vocês. Gostaria de presentear algum homem ou mulher, nessa ocasião, com essa lembrança se ele tiver uma foto da sogra dentro de sua carteira.
D.    Depois desse momento cômico, quero apresentar a vocês a mensagem dessa manhã. Alguém imagina sobre quem estudaremos, hoje? Isso mesmo, a mensagem está relacionada à sogra de Pedro.
E.     Aliás, um dos piadeiros cearenses chegou até a afirmar que o motivo que levou o apóstolo Pedro a negar Jesus três vezes foi que ele curou a sua sogra. Pode uma coisa dessas!
F.     Deixemos as piadas de lado, e vamos abrir nossas Bíblias e lê-las no evangelho de Marcos capítulo 1: 29-31. A cura da sogra de Pedro.
I – JESUS NA CASA DE PEDRO
A.     Logo que Jesus saiu da Sinagoga, foi convidado à casa de Pedro.
B.    Sabemos que Pedro era casado e mudou-se com seu irmão André de sua casa em Betsaida para Cafarnaum, provavelmente para ficar mais perto de Jesus.
1.  Ao Jesus ser levado para casa de Pedro, nos mostra que eles ficaram tão impressionados com o que presenciaram na sinagoga, que Pedro, um dos ouvintes, resolveu levá-Lo para a sua casa.
2.  O culto tinha sido no sábado, na parte da manhã. Toda a manhã fora passada na presença de Jesus e aprendendo os seus ensinos. Mas para esse discípulo não era suficiente somente o tempo passado na igreja. Pedro passou com Jesus a tarde inteira e até a noite, em sua casa.
3.  A atitude desse fiel discípulo resultou em bênçãos para a família. O que Jesus realizou na sinagoga, também realizou na casa de Pedro. O endemoniado fora liberto e a sogra de Pedro curada.
C.   Jesus precisa está presente em todos os contextos de nossa vida. Cristo não deve ser assunto somente na igreja. Devemos levá-Lo conosco por onde quer que formos.
II - A ENFERMIDADE NA CASA DE PEDRO
A.   Quando Jesus chegou à casa de Pedro, lhe informaram sobre a enfermidade da sogra de seu discípulo. O texto bíblico nos mostra que ela estava com uma febre muito alta.
B.   O interessante é que a febre debilitou a saúde da sogra de um dos discípulos mais destacado do grupo de Jesus. Isso nos revela que a dor, a enfermidade física, emocional e até mesmo mental, não escolhe família ou pessoa ela simplesmente ataca.
C.   Precisamos compreender melhor o que significa o sofrimento que tem assolado vidas, famílias e comunidades inteiras. Três aspectos quero mencionar.
1.    A dor e o sofrimento fazem parte desse mundo contaminado pelo pecado. A aceitação do evangelho não significará ausência de sofrimento em nossas vidas. Em determinadas circunstâncias, os percalços podem até aumentar.
                          i.    Na lição da Escola Sabatina de terça-feira 19 de fevereiro 2013, versão iPad, nos trouxe um texto muito interessante: Em acidentes e calamidades pela terra e pelo mar, em grandes conflagrações, em furiosos tornados e terríveis chuvas de granizo, em tempestades, enchentes, ciclones, tsunamis e terremotos – em todo lugar e em centenas de formas, Satanás está exercendo seu poder. Ele varre a colheita madura, seguindo-se a isso fome e penúria. Infecta o ar com poluição mortal e milhares são vitimados pela pestilência. ...” (Review and Herald, 14 de março de 1912).
                        ii.    A certeza que podemos ter, diante desse quadro sombrio é que, mesmo em meio à dor, ao sofrimento e à enfermidade, teremos sempre a presença de Cristo ao nosso lado. Essa verdade é percebida nesse episodio de cura. A sogra de Pedro estava enferma, mas Jesus estava lá ao seu lado.
                       iii.    Os judeus, treinados nas profecias do Antigo Testamento, tinham um ditado que dizia o seguinte: “Onde está o Messias, ali não há miséria”. Com o sofrimento de Cristo, hoje podemos dizer: “Onde há miséria, ali está o Messias”. Pois ele mesmo disse certa vez: “eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.
2.    A dor, o sofrimento e a enfermidade, em certo sentido, manifestam vida. O sofrimento de Cristo na cruz do calvário e mesmo a Sua morte nos trouxeram vida e esperança.
                         i.    Os sofrimentos de Jesus nos mostram que a dor nos atinge não como um castigo, mas, sim, como um contexto para testar a fé que transcende a dor.
                        ii.    Ilustração: Philip Yancey jornalista e escritor cristão sofreu um grave acidente, no domingo de manhã do mês de fevereiro, em 2007. O acidente ocorreu perto da fronteira do estado americano do Colorado. O seu carro capotou cinco vezes. Ele sofrera ferimentos graves. E o maior deles foi que um osso do pescoço havia fraturado. Ele teve que passar quatro meses com um imobilizador no seu pescoço. Ao refletir sobre esse acidente, ele menciona um fato curioso quando estava deitado na maca do hospital. Os médicos começaram a investiga-lo para detectar qualquer sinal de uma lesão grave na coluna. Para isso, eles moviam os braços e as pernas dele, beliscando-o e cutucando-o com uma agulha, sempre com uma pergunta: “Dói?”, “Você está sentido isto?”. A cada pergunta ele respondia “Sim! Sim!”, e a cada resposta o médico sorria dizendo: “Isso é bom!”. As sensações comprovaram que sua espinha dorsal não fora prejudicada. A dor era uma prova de vida, de união, um sinal vital de que meu corpo continuava inteiro. A medicina se sente impotente ante um corpo incapaz de sentir.
3.    O sofrimento, a dor, as enfermidades, as calamidades podem servir de alerta para nós quanto à aproximação do fim dos tempos e de novos céus e nova terra.
                                   i.    No evangelho de Mateus, mais precisamente, no capítulo 24:32 e 33, Jesus nos adverte dizendo: “Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas.”
                                  ii.    No livro Eventos Finais, a autora inspirada por Deus Ellen G. White nos adverte também dizendo: “Quão frequentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades! Aparentemente, essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas se pode ler o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar homens e mulheres para que sintam o perigo (Eventos Finais, p. 28).
                                   iii.    A dor nos salvaguarda de ver esta terra aqui presente como um lar definitivo. C.S. Lewis
III A INTERCESSÃO EM FAVOR DA SOGRA DE PEDRO
A.   Quando Jesus estava na casa de Pedro, algumas pessoas, segundo a versão do texto de Lucas 4: 38, “rogaram-Lhe por ela”. Elas intercederam diante de Jesus em favor da sogra de Pedro.
B.   Aspectos Importantes da Oração Intercessora:
1.    Através da oração há liberação de poder. Spurgeon disse certa vez: “Quando Deus deseja fazer uma grande obra, Ele primeiro coloca seu povo para orar.”
2.    Devemos orar pela conversão de outras pessoas. Se você não está preocupado com a salvação dos outros, então comece a se preocupar com a sua.
                          i.    “Comecem a orar por pessoas, acheguem-se a Cristo, bem próximo a Seu lado ensanguentado. Seja a sua vida adornada por um espírito manso e quieto, e ascendam a Ele suas ferverosas, contritas e humildes petições em busca de sabedoria a fim de terem êxito em salvar, não somente a si mesmos, mas a outros”. TI Vol. 7, pág. 12.
3.    Devemos orar por nossos filhos.
                          i.    “Deus não deixará de ouvir a sincera oração dos pais, que for secundada por perseverante trabalhando, para que os filhos sejam abençoados por Ele e se tornem fiéis obreiros em Sua causa. Quando os pais cumprem a sua parte em apontar aos filhos o caminho de Deus, podem estar seguros de que seus pedidos de ajuda em seu trabalho no lar serão atendidos”. LA. 94
4.    Devemos crer no poder da oração.
                         i.    Marcos 11:24 – “Tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco”.
                        ii.    João 14:13 e 14 – “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”.
                       iii.    Tiago 5:16 – “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.”
                       iv.    I João 5:14 – “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve”.
IV – PROCESSO DA CURA DA SOGRA DE PEDRO
A.     A forma como Jesus curou a sogra de Pedro é muito interessante. Juntando os relatos dos três evangelistas: Marcos, Mateus e Lucas, podemos ver um processo de cura e não uma cura instantânea.
1.    Jesus aproxima-se da sogra de Pedro
2.    Jesus se inclina para a sogra de Pedro
3.    Jesus tomou a sogra de Pedro pela mão
4.    Jesus repreendeu a febre da sogra de Pedro
5.    A febre da sogra de Pedro a deixou
6.    A sogra de Pedro se levantou
B.    Diante desse processo, três aspectos se destacam aqui:
1.    Emocional e Físico: a febre que assolava a sogra de Pedro tinha a ver com aspectos emocionais. Jesus, por meio de gestos físicos, curou-a física e emocionalmente.
                          i.    "Muito íntima é a relação que existe entre a mente e o corpo. Quando um é afetado, o outro se ressente. O estado da mente atua muito mais na saúde do que muitos julgam. Muitas das doenças sofridas pelos homens são resultados de depressão mental. Desgosto, ansiedade, descontentamento, remorso, culpa, desconfiança, todos tendem a consumir as forças vitais, e a convidar a decadência e a morte. ...O ânimo, a esperança, a fé, a simpatia e o amor promovem a saúde e prolongam a vida. Um espírito contente, animado, é saúde para o corpo e força para a mente." – Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, pág. 344.
2.    Recriação: Jesus repete o ato criativo de Deus ao criar Adão. Ao formar o homem do pó da terra, nos é revelado que Deus se inclinou, tomou o barro em suas mãos e soprou-lhe nas narinas o fôlego de vida.
V – A SOGRA DE PEDRO PASSA A SERVIR AO SENHOR
A.   Como resultado do processo de cura que sofreu a sogra de Pedro, ela retribuiu o ato de amor de Jesus, passando a servi-Lo. Ela passa a fazê-lo como uma forma de agradecer a Jesus.
B.   O serviço que nós prestamos a Cristo deve ocorrer como resultado do grande amor de Deus em nosso favor. A consciência da graça e misericórdia de Deus por nós é o nosso grande motivador para o serviço em prol do outro.
CONCLUSÃO
A.   Diante da história da cura da sogra de Pedro, Jesus nos convida a levá-Lo para todos os lugares que formos, inclusive os nossos lares.
B.   Essa história revela ainda que as doenças, os problemas, catástrofes, etc. existirão nesse mundo pois Satanás é o príncipe desse mundo.
C.   Nessa cura somos convidados também a desenvolver o habito de orar uns pelos outros.
D.   A cura realizada na vida da sogra de Pedro foi completa: emocional e física.
E.   Como resultado, Deus nos convida a servi-Lo como amor.